Mama mia
Mãe nossa
Mama que sangra
O leite que pinta
Os lírios de branco
Mãe que chora
Olhos de espelho
Que sangra a água
Dos rios inteiros
Mama que sua
Sangra escuro
Pinta a tez
De memórias intensas
Mãe que fala, que cospe
A língua da origem
Semente do berço
Natureza de todo o mundo
Expressa dialetos mil
De um povo viril e febril
Mama que ouve
Sangra os tímpanos
O tambor
A batida, o ritmo
Sangra energia e força
Que pisa a terra sênil
Onde nasce toda semente original
Mãe que olha
De frente ao canto
Fita, encara
Sangra a pupila
Os filhotes da cor e do Sol
Da força por toda
Que cria e suplica
Piedade ao pranto
Mama que sorri
E canta e dança
Diante da dor e guerra
Da alegria certa
Sorri de força
De alma exposta à vida como é
De alma exposta à dança pelo pé
Mãe que come
Ouve e luta
Como Sol e chuva
Que dá a tudo berço
Segura e concepciona
Afugenta e apaixona
Mama África
Sangue todo.
Todo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
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