domingo, 7 de outubro de 2012

Roupa tirada, cortina rasgada, apagada luz acesa... Olhei para o espelho, música escrita, a verdade me caiu como um vestido. Ponderei... E... Sutilmente... Aceitei. Sem dor, rancor. Fruta madura, botão em flor... Aceitei. Eu sobre mim: Poeta é meu pulso, sou flor de jasmim. No vento, calada, me levo até mim.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O forró pé-de-serra tem a sua beleza por expor sua raiz, levantar o cheiro de terra seca pelo arrastar das sandálias. Tem o poder de levar para onde quer que vá a força do Nordeste e do Brasil. Quando fala da seca, é seco, sente-se na pele a secura. Quando mandacaru floresce, floresce também em nossos corações, sente-se o gosto do pingo molhado. Sentimos em nós, em cada poro, a força do povo batalhador, que vê na luta com a natureza também o amor essencial, em um respeito eterno, tanto na seca doída quanto na chuva desoladora. O que não distingui um forró do outro, é exatamente essa força, essa essência. Quando um trio raiz sente por um amor, é de chorar. Como dizemos, machuca doído! Não é algo superficial, é tudo profundo. Desde uma dor, uma alegria pela chuva, até a ponta da raiz, alcançando o profundo não conseguimos enxergar... só sentir. Eis a diferença brutal, para mim. Vale a união para não deixar isso nunca morrer... Mas tenho preferência por não deixar morrer o que para mim representa mesmo vida. Vida!
Quando a sanfona canta, lamenta, sonha... Sai dela também meu coração. Morrer de fazer amor: E acordar devagar com o Sol entrando de mansinho pela fresta esquecida da porta... Viver de amor: E deixar nascer a noite por dentro tanto quanto por fora. Acender a luz devagarinho e deixar o Sol poente iluminar a casa com aquela cor de festa na floresta, com aquele cheiro de magia guardada no baú... Deixar a lua sorrir prudente e esperta chamando a poesia para a rua. E sair. Leve, solta e rodada. Entregue, nova e velha. Madura, fruta colorida agarrada ao galho verde descamando. Sair.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"O amor não é doce... nem se quer o que enjoa.
Amor é Sol, é sal.

Eu quero o seu suor!

É terra, água, ar.
Brisa e flor.
Sal e mar.

Eu quero o seu suor!

Quando o sertão floresce.
A vida é pra levar...

Eu quero o bom do seu melhor!"
Verão, sinto uma enorme saudade! Sua leveza e chuva gelada na pele quente... Saias sendo levadas pelo vento...
Não inverno, não fique mais frio por isso... Eu te gosto também.

Sanfona Sentida... Paixão pressão.
O enforcado.
A roseira-brava.
Raiz.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Overdose de Chopin.
Xadrez degradê.
Flor de sal.
Filme de Buñuel.
Olhos de Elizabeth Taylor.
Pasma. Godard.
Maçã, maçã, maçã...