quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cinco para as duas da manhã.

Meia rasga o chão como passo de espada. Escorrega.
Tambor mostra o coração.
Ombro se mexe, músculo sente como se estivesse renascendo.
Eis o nascimento.
No chão, tinta, pincel, cores.
Meia passa meio fio perto da meia arte.
Eis que palavras trocadas durante a madrugada
Fazem com que o corpo sinta
A alma troque
A lua brilhe
A rua se ilumine
E tudo faça mais sentido
Estamos aqui por isso.
E não por aquilo.
Mesmo.

(Para Lesley)