Mama mia
Mãe nossa
Mama que sangra
O leite que pinta
Os lírios de branco
Mãe que chora
Olhos de espelho
Que sangra a água
Dos rios inteiros
Mama que sua
Sangra escuro
Pinta a tez
De memórias intensas
Mãe que fala, que cospe
A língua da origem
Semente do berço
Natureza de todo o mundo
Expressa dialetos mil
De um povo viril e febril
Mama que ouve
Sangra os tímpanos
O tambor
A batida, o ritmo
Sangra energia e força
Que pisa a terra sênil
Onde nasce toda semente original
Mãe que olha
De frente ao canto
Fita, encara
Sangra a pupila
Os filhotes da cor e do Sol
Da força por toda
Que cria e suplica
Piedade ao pranto
Mama que sorri
E canta e dança
Diante da dor e guerra
Da alegria certa
Sorri de força
De alma exposta à vida como é
De alma exposta à dança pelo pé
Mãe que come
Ouve e luta
Como Sol e chuva
Que dá a tudo berço
Segura e concepciona
Afugenta e apaixona
Mama África
Sangue todo.
Todo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
~[ ZzzZZz ]~
Insônia insossa,
Não me deixa parar de escrever
Deixe-me descansar a caneta
Vá embora com as palavras
Tantos riscos no papel.
E o sono cadê?
Insônia insossa,
Por favor, peço com carinho.
E sou difícil de tão meiga assim ser
Mas preciso acordar cedo
E pra acordar, antes preciso dormir.
Insônia insossa,
A sua companhia não é ruim
Mas muito ativa é você
O sono é mais calmo
Acolhe-me em seus braços
Você não, você me quer jogar no mundo!
Insônia insossa,
Você me quer criando histórias
Imaginando coisas sem parar
Pensando no futuro
Ora, não há amanhã sem terminar o hoje
E pra terminar bem o hoje
Só dormindo, com o sono.
Insônia insossa,
Ora, minhas mãos te seguem, tolas.
Por favor, doem e cansam, não dormem.
Precisam do sono tanto quanto eu e você
Meu cachos querem descansar, de toda enrolação
A noite chegou há tempos, já!
Insônia insossa,
Agora é sério.
Já estou na sexta estrofe e nada do sono
Vou apelar para a ignorância
Vou dormir de qualquer jeito. E se não quiser sair daqui, tudo bem!
Que durma comigo, então, pois.
E foi assim que consegui, pela primeira vez, dormir sem o sono. E fazer a insônia, toda acordada, sem sono, dormir também...
Não me deixa parar de escrever
Deixe-me descansar a caneta
Vá embora com as palavras
Tantos riscos no papel.
E o sono cadê?
Insônia insossa,
Por favor, peço com carinho.
E sou difícil de tão meiga assim ser
Mas preciso acordar cedo
E pra acordar, antes preciso dormir.
Insônia insossa,
A sua companhia não é ruim
Mas muito ativa é você
O sono é mais calmo
Acolhe-me em seus braços
Você não, você me quer jogar no mundo!
Insônia insossa,
Você me quer criando histórias
Imaginando coisas sem parar
Pensando no futuro
Ora, não há amanhã sem terminar o hoje
E pra terminar bem o hoje
Só dormindo, com o sono.
Insônia insossa,
Ora, minhas mãos te seguem, tolas.
Por favor, doem e cansam, não dormem.
Precisam do sono tanto quanto eu e você
Meu cachos querem descansar, de toda enrolação
A noite chegou há tempos, já!
Insônia insossa,
Agora é sério.
Já estou na sexta estrofe e nada do sono
Vou apelar para a ignorância
Vou dormir de qualquer jeito. E se não quiser sair daqui, tudo bem!
Que durma comigo, então, pois.
E foi assim que consegui, pela primeira vez, dormir sem o sono. E fazer a insônia, toda acordada, sem sono, dormir também...
~[ Tantas juntas... ]~
O joelho pobre
A cicatriz fulmegante
O sangue vira, flagra, vira.
Do olho a energia enerva. Enerva a nuvem.
Enerva a erva.
Minerva.
Minh'erva.
Quem sabe o poder do homem?
A fúria da pele?
O compasso que passa o passo na cor.
O pincel que pinta e dança
Gira o girassol
Assobia o sabiá que não sabia cantar
Flaminga o flamenco
E o sangue pulsa
E sangra.
Ainda.
Bem.
**
Quem é o dono do cacho?
Aquele não de uva, que é.
O vinho do moreno
A mecha ressalta
Branca no preto.
Me diz!
Quem?
**
A pena azul balança
É o vento, a fresta fresca
A fresca festa
Noite briha
Sozinha.
Você não está
Mas brilha lá dentro
Onde o vento não alcança
A pena balança
A festa se cansa
E a noite não consegue chegar
Nasce o Sol.
A cicatriz fulmegante
O sangue vira, flagra, vira.
Do olho a energia enerva. Enerva a nuvem.
Enerva a erva.
Minerva.
Minh'erva.
Quem sabe o poder do homem?
A fúria da pele?
O compasso que passa o passo na cor.
O pincel que pinta e dança
Gira o girassol
Assobia o sabiá que não sabia cantar
Flaminga o flamenco
E o sangue pulsa
E sangra.
Ainda.
Bem.
**
Quem é o dono do cacho?
Aquele não de uva, que é.
O vinho do moreno
A mecha ressalta
Branca no preto.
Me diz!
Quem?
**
A pena azul balança
É o vento, a fresta fresca
A fresca festa
Noite briha
Sozinha.
Você não está
Mas brilha lá dentro
Onde o vento não alcança
A pena balança
A festa se cansa
E a noite não consegue chegar
Nasce o Sol.
~[ Há tempos. ]~
Vai dizer...
Quantos dedos já falaram por você
Quantos olhos já sentiram por você
Quantas bocas já pediram o seu mal
De quantas vozes desejou sentir o sal
Vai dizer...
Quantos braços impediram o seu choro
Tudo que deseja agora é amor e sono
Desejo de palavras arrancadas por dizer
Vai dizer...
Quantas folhas não caíram no outono
Quantos poros já explodiram de calor
Quantos dentes já gritaram por um beijo
O que se quer agora é sono e desejo
Vai saber...
Quantas flores já brotaram sem estação
Quantos guias se perderam no caminho
Solidão só é com certo sentido
E o sentido agora é estar com você
Vai saber...
Ter não se conjuga quando há dois.
Quantos dedos já falaram por você
Quantos olhos já sentiram por você
Quantas bocas já pediram o seu mal
De quantas vozes desejou sentir o sal
Vai dizer...
Quantos braços impediram o seu choro
Tudo que deseja agora é amor e sono
Desejo de palavras arrancadas por dizer
Vai dizer...
Quantas folhas não caíram no outono
Quantos poros já explodiram de calor
Quantos dentes já gritaram por um beijo
O que se quer agora é sono e desejo
Vai saber...
Quantas flores já brotaram sem estação
Quantos guias se perderam no caminho
Solidão só é com certo sentido
E o sentido agora é estar com você
Vai saber...
Ter não se conjuga quando há dois.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Bom é saber que as árvores crescidas na dificuldade possuem raízes maiores.
Que quanto mais fundas as raízes, mais fortes.
Nada, nada estraga.
É tão forte que exagera de sinceridade.
Pura verdade é!
Que a ausência cria e faz nascer também.
Que os galhos se multiplicam com o tempo, e o caule engrossa.
Que a sabedoria vem...
Que as folhas caem no outono, e o outono passa.
Que tudo branco fica no inverno, frio doído, e o inverno passa.
Que tudo verde fica no verão, calor doído, e o verão também passa quando o suor se exagera de ser.
Que as flores nascem e brotam na primavera, tudo se colore, e a primavera também passa.
E que tudo se colore na primavera, porque antes houve o inverno e o outono para dar lugar a novos frutos e novas flores.
A vida é completa e linda por si.
Não há o que doer... tudo, tudo é cíclico e fértil.
Como ouvi um dia muito bem e não me esqueço: É preciso "Ser jovem enquanto velha. Velha enquanto jovem."
No momento, é mais sábio quanto pode!
Que quanto mais fundas as raízes, mais fortes.
Nada, nada estraga.
É tão forte que exagera de sinceridade.
Pura verdade é!
Que a ausência cria e faz nascer também.
Que os galhos se multiplicam com o tempo, e o caule engrossa.
Que a sabedoria vem...
Que as folhas caem no outono, e o outono passa.
Que tudo branco fica no inverno, frio doído, e o inverno passa.
Que tudo verde fica no verão, calor doído, e o verão também passa quando o suor se exagera de ser.
Que as flores nascem e brotam na primavera, tudo se colore, e a primavera também passa.
E que tudo se colore na primavera, porque antes houve o inverno e o outono para dar lugar a novos frutos e novas flores.
A vida é completa e linda por si.
Não há o que doer... tudo, tudo é cíclico e fértil.
Como ouvi um dia muito bem e não me esqueço: É preciso "Ser jovem enquanto velha. Velha enquanto jovem."
No momento, é mais sábio quanto pode!
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