Quando comecei a escrever, pequena, me encantei pelo ponto de exclamação. Tudo era novidade e eu exclamava pelo encanto de desvendar o mundo. Tudo era um grito, um grito do desvendar!
Um pouco mais crescida, aprendi a usar o ponto final. Aprendi a terminar cada frase ciente de que era aquilo que eu queria dizer, de que era aquela a minha fala e ponto.
Anos depois me encantei pelas reticências, elas exclamavam e finalizavam da forma como eu queria e precisava: deixando ser, de leve, sem fim. Permitindo a possibilidade de complementarem, de pensarem da forma como cada universo desejasse pensar, de cada mente terminar por si só, se autodescobrindo a cada "deixar terminar", de cada "tem coisa que não precisa ser dita para ser entendida"...
Hoje, tenho um grande carinho especial por cada pontuação. Consigo ver o ponto final nos momentos, a exclamação por uma surpresa, boa ou ruim, e as reticências pairando no vento... deixando levar, deixando ser.
A fome é essencial... a fome de vida.
O universo amigo me ensinou quando eu nasci a fórmula da felicidade: Viver vivendo!
Viver vivendo...
Viver vivendo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Baque.
Que a vida empurra bem no botão para o primeiro passo.
Do caminho, do lago, da folha pelo vento...
O empurro.
Os olhos na paisagem, tão corrido que só dançam cores.
Tudo tão lindo que só sobram amores.
Tão lindo que o tambor batuca,
A semente pulsa,
O fruto sepulta,
O ceio da flor.
Ai, amor!
Me encontrei no seu cerne, me enraizei com você.
Que a vida empurra bem no botão para o primeiro passo.
Do caminho, do lago, da folha pelo vento...
O empurro.
Os olhos na paisagem, tão corrido que só dançam cores.
Tudo tão lindo que só sobram amores.
Tão lindo que o tambor batuca,
A semente pulsa,
O fruto sepulta,
O ceio da flor.
Ai, amor!
Me encontrei no seu cerne, me enraizei com você.
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