
Que beleza os cabelos brancos!
Ásperos, reluzentes.
Todos arco-íris.
A íris do espelho da vida vivida.
Como disse uma vez Erasmo:
O encontro da infância na velhice.
Que beleza a sede da pele!
A beleza da imemória,
A admiração do simples, da vida.
Juventude!
E falas fraquinhas.
Que beleza os cabelos brancos!
A língua turva,
Os olhos curvos, e vividos.
A mente sã, infantil e velha.
O velho novo.
O novo no velho.
Todos os fios brancos
A pele fraca
O olhar liso e terno
Toda a sabedoria
Os joelhos fracos
A vida e a sabedoria em seus fios brancos.
Que beleza!

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