quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

~[ Dois ]~

Nem sempre o longe é paz,
O sonho vira,
O peito faz.

Nem sempre se conhece o perto,
Se desmazela o feto,
Nasce homem o neto.

Nem sempre o joelho dança,
O quadril balança,
Sobrevive a lembrança.

Nem sempre.

*

Ela queria entender que lembranças lhe traziam ele. Quais desejos.
Queria pôr a prova tudo o que aprendera. Queria sentir que vivia.
Bem lembrava...
Importante é sempre a companhia. Não?
Muitas vezes o caminho começa pela pele.
Diante de um olhar, um cenário vira história.
Um cabelo. Um cavanhaque. Um latino.
Um desejo de talvez tocar algo que nunca mais tarde será revelado.
Nunca nada revelado. Tudo posto. Pronto.
O olhar de lado, moreno.
O pensamento arrelio que mais gosta é de fugir.
Sozinho, que quer dizer?
Sozinho todo pouco, quer dizer o quê?
A curiosidade de mão com o medo.
Concomitante.
O berço.
A porta.
Que quer?
O metal que arde, não?
Que medo daquele olhar.
Deve ser o gosto pelo medo da consequência.
De tal olhar, vai saber.

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